Quero asilo político! De repente aceito até a Argentina...
Os comentários ficam por conta dos leitores.
P.S. Valeu Rosana pelo link no You Tube.
“Ó, maravilha! Que adoráveis criaturas aqui estão! Como é belo o gênero humano! Ó Admirável Mundo Novo Que possui gente assim!” (William Shakespeare, A Tempestade, Ato V) Um mundo de surpresas. A esperança convivendo com o pessimismo. Se somos realmente feitos da matéria dos sonhos por que tantos insistem em usar os pesadelos?
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sexta-feira, junho 29, 2007
quinta-feira, junho 07, 2007
Cidadão B.....!
Li primeiro no Sedentário. Diz respeito aos maus motoristas que não costumam achar que os outros vão querer estacionar ao ocupar o espaço de mais de uma vaga. Folhetos que você imprime pela Internet com o sugestivo título: "Você estaciona como um babaca" ("You park like an ass hole"), os quais você coloca no para brisa do sujeito. Imediatamente me lembrei daqui, mas ela teria de ser mais ampla.
As pessoas no Brasil não apenas estacionam como - vamos amaciar o termo - bundões. Elas ajem como eles. Um pequeno exemplo: O cara chegando no portão de entrada de seu prédio, sentado em seu carro, abre a janela até então fechada e joga uma embalagem no chão da calçada. Ora, apenas uma embalagem, não sejamos tão radicais, dirão alguns. Tão pouco quero parecer cabotino, mas a minha paciência é testada ao limite.
Acredito que a cidadania é construída nas pequenas coisas, nos pequenos atos. E é fundamentalmente uma questão de educação. E educação é alertar que o seu ato poderá estar prejudicando outras pessoas. Se o "cidadão" em questão não se importar, aí é problema dele, mas devemos alertar aos outros que ele é um mau cidadão. O folheto é uma boa. Melhor ainda adesivo.
Deixe de lado esses pruridos bestas e avise, E-D-U-C-A-D-A-M-E-N-T-E, que aquele ato está prejudicando a coletividade como um todo. Por exemplo, ao sujeito em seu carro de R$ 64.080,00, alerte que outros se sentirão no direito de jogar embalagens e outras coisas na rua. E logo, outros estarão fazendo suas necessidades (como já fazem em algumas cidades) nas ruas. E dessa forma, quando ele viajar para o exterior, terá de dar explicações quando, eventualmente, lembrarem-no desses "pequenos" detalhes acerca de nós, brasileiros.
No caso dos motoristas bundões americanos, eles tem até um site através do qual você pode enviar fotos dos elementos em questão. Mas isso no Brasil seria chamado de invasão de privacidade, já que hoje em dia até preso algemado tem mais direitos que as vítimas.
terça-feira, maio 22, 2007
Rapsódia sobre a corrupção

1º Movimento - Estupefato
É impressão minha que está havendo uma oferta maior que a demanda para lesar os cofres públicos? Talvez estejamos mal acostumados, mas custo a acreditar que alguém se venderia por cem mil reais ou um carro importado apenas. Eu sei, eu sei que a questão não está no valor, mas por favor , vamos parar de usar como justificativa a impunidade ou a incompetência do nosso judiciário. Atolado em leis que abusam das contradições, elaboradas por um legislativo eleito por nós mesmos, essa justificativa já está parecendo escárnio com os honestos. Tudo bem, a impunidade é uma característica cultural herdada pela nossa elite, mas ou os critérios para ser considerado "elite" estão muito flexíveis ou precisamos reavaliar o que ela venha a ser.
Pior ainda tem sido as demonstrações de exibicionismo dos mosqueteiros do rei, os nem sempre bem vistos homens de preto e amarelo. Elas beiram ao ridículo, quando logo depois eles cedem ao corporativismo e deflagram greves de advertência.
Pior ainda tem sido as demonstrações de exibicionismo dos mosqueteiros do rei, os nem sempre bem vistos homens de preto e amarelo. Elas beiram ao ridículo, quando logo depois eles cedem ao corporativismo e deflagram greves de advertência.
2º Movimento - Melancólico
A crise que vivemos é maior ainda. Ela é moral. É de valores! Estou falando de honradez aonde de nada justificaria o nosso patrimônio se ele fosse adquirido por meios ilícitos. Aprendi ainda cedo que, de nada adianta a minha riqueza se o meu direito de andar de cabeça erguida estiver comprometido. As leis as quais fui ensinado a obedecer estavam vinculadas ao julgamento da sociedade na qual eu vivia. Poderia escarnecer de algumas delas, mas a desaprovação por parte de meus semelhantes era suficiente para eu pensar duas vezes. Ou, na pior das hipóteses, estabelecer um preço bem alto por ela...
3º Movimento - Temeroso
Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas
Alexandre Herculano
Parece-me que as lições da Bastilha, quando os ideais humanistas justificaram os atos desumanos que ceifaram milhares de inocentes, foram esquecidas. Pior ainda. Será que nos esquecemos que as leis foram elaboradas como forma de permitir a nossa convivência em grupos sem que a lei do mais forte prevalecesse..E talvez aí esteja a causa da violência cotidiana a qual estamos sendo sumetidos...
Ao contrariarmos estas leis estamos abrindo espaço para intervenções que venham repetir a nossa história recente. Justificativas "morais" para a tomada do poder e o estabelecimento de uma "nova ordem".
Espero, sinceramente, estar errado. Mas a história é cíclica, e como dizia Galileu: "Epur se muove."
Ao contrariarmos estas leis estamos abrindo espaço para intervenções que venham repetir a nossa história recente. Justificativas "morais" para a tomada do poder e o estabelecimento de uma "nova ordem".
Espero, sinceramente, estar errado. Mas a história é cíclica, e como dizia Galileu: "Epur se muove."
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