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segunda-feira, março 17, 2008

Todo Mundo É Corrupto. Inclusive Você!

E eu também. Todos nós temos o nosso preço, essa é a verdade. Nua e crua. Doa a quem doer. Para Jurandir Freire Costa em artigo que consta no livro O Vestígio e a Aura, escreve, em outras palavras, que um ser humano só é capaz de reconhecer um semelhante quando tem algum interesse na relação. Talvez isso explique porque muitos não mais se surpreendam com a tragédia diária dos miseráveis em nossas ruas. A não ser que o pára-brisas esteja suficientemente sujo para justificar o pedido.

O que isso tem a ver com a corrupção? Muito. Na verdade, somos mais do que coniventes com ela. Se você observar, a maioria fala com um misto de admiração e inveja sobre os corruptos bem sucedidos. Continuam a conviver com eles, os cumprimentam  efusivamente se têm a opoturnidade e em alguns casos até votam neles, caso se candidatem. Memória curta, como dizem? Tenho cá minhas dúvidas.

Na verdade, se pudermos, damos uma gorjeta maior ao garçom não para recompensá-lo pelo bom serviço prestado, mas para garantir que a cerveja continue chegando bem gelada e na freqüência desejada na nossa mesa. Ou seja, somos corruptores por natureza. Me recordo de uma idéia que circulava na minha adolescência: Se vamos nos sujar, que não seja por pouco... . Toda a ética esquecida ou pervertida desde de que garantamos uma vida tranqüila.

Diariamente somos confrontados com a ética e a corrupção em maior ou menor grau. A escolha depende exclusivamente de nós. Do troco errado à mais que aceitamos e não avisamos, do jeitinho em levar alguma vantagem por menor que seja. Até em preservar o meio-ambiente, prevalece para muitos a conveniência. Não faltam ambientalistas de ocasião. Não dá para separar a ética da corrupção. Se, mesmo em algum momento, a fazemos "mais flexível", passamos à ter o nosso preço. E na maioria das vezes é bem baixo...

terça-feira, setembro 18, 2007

E agora? F....errou....


Sem dúvida, nada melhor para passar o tempo do que ficar de link em link na web. Melhor que um quebra-cabeças no jigzone esperando o cleck (é cleck mesmo e não click) das peças encaixando ou que tentar pela enésima vez aquele solitário empacado no SolSuíte.
Surpresa para mim apareceu num link traduzido na UOL para o NewYork Times com um artigo intitulado "Os códigos morais estão escritos nos nossos genes?". É óbvio que ao achar extremamente interessante digitei "Jonathan Haidt" no oráculo e tratei de ver se, ao menos, o cara é sério. Depois do alerta do Cardoso, todo cuidado é pouco!
Bom, mas deixando de lado os entretanto e indo aos finalmente: Sempre achei que parte da nossa moralidade estava escrita no código genético senão, como explicar a fidelidade canina ou mesmo a dor da perda em algumas espécies (sim, nem todos ficam indiferentes e acham que a morte é lei da selva). Mas o tal de Jonathan Haidt foi mais além. Ou seja a moralidade do ser humano está incorporada ao nosso código genético e inclui regras de conduta social e, conseqüentemente, políticas! Ele chega ao extremo de fazer uma análise em relação ao pensamento liberal e conservador.
Pronto! Está feita a meleca... . Se de fato for assim, se nós, Brasileiros, não começarmos a aperfeiçoar a nossa conduta moral, corremos o risco de fornecermos ao futuro um espécie intitulada "homus brasiliensis" , reconhecida pela sua impaciência em contraste com a sua profunda tolerância para com a desonestidade e imoralidade. E o caldo, preconizado por Gilberto Freire, não será fruto de virtudes, mas de um profundo egoísmo social onde, não muito diferente de hoje, seremos cada um por si e, ninguém por todos.


quinta-feira, maio 10, 2007

Ninguém É Uma Ilha

(ou, Nos encontramos na Noo"blog"sfera)



A Rosana Hermann acha que é uma "Twitter".
Os "twitters" são descritos como aqueles que "blogam tudo o que se está fazendo a todo o tempo, com pequenos textos, geralmente mandados por celulares", como descrito no blog do Sérgio D´Ávila neste post.
Links à parte, John Donne, poeta inglês do século XVI escreveu:
“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.

Conexões
Teilhard de Chardin desenvolveu um conceito no qual existiria um plano formado pelas idéias e pensamentos do ser humano, ao qual deu o nome de "noosfera". Esse conceito subsidiou depois outros como ciberespaço, etc. Mas Teilhard de Chardin usou a primeira frase do poema de John Done, que por fim criou a primeira conexão para escrever este post.

A necessidade que o homem tem de compartilhar suas idéias é sem dúvida, para mim, componente fundamental no progresso do ser humano como espécie. E, talvez, única forma de evitar sua futura extinção.
Essa característica está por trás das grande criações do ser humano, para não dizer em todas, mas também nos leva a querer compartilhar nossas angústias, alegrias, tristezas, enfim todas as nossas emoções.

Vejo com bons olhos os "twitters". No final das contas eles reduzem distâncias, o isolamento e nos fazem lembrar de coisas boas: Das nossas conversas com a família, as fofocas que correm na vizinhança, as emoções que compartilhamos, enfim, aquelas pequenas coisas que nos dão à certeza de estarmos vivos.
E nesse Admirável Mundo Novo, o ciberespaço permite acrescentar aos milhôes de terabytes de informações à que somos submetidos um pouco de emoção, vida, enfim uma enorme quantidade de coisas boas que nos fazem um pouco mais felizes.
Benvindos "twitters", novos cronistas da blog-noo-sfera, com certeza os sinos baterão mais forte por vocês.