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quarta-feira, outubro 31, 2007

Zuanazzi e a estrada das pedras amarelas

Conheço a figura há pelo menos 7 anos. É daqueles que entende de tudo um pouco mas não peçam para aprofundar. Quando entrou para a Anac fez um cursinho intensivo adquirindo várias revistas numa banca do aeroporto e, "voilá", tornou-se um expert em aviação.
O Jobim por sua vez não é melhor, só tem "mais horas de vôo", de verdade...
E mesmo que ambos quisessem, estariam partindo da premissa errada. Avião não é armamento, é meio de transporte. A não ser para o pessoal da Al Qaeda.
Dizer que existe uma "agenda secreta no Brasil que não quer que pobre ande de avião" é admitir o total desconhecimento da função de governar. Governar até onde eu entendo, não é muito diferente de administrar, ou seja antecipar necessidades, no caso específico compreender as necessidades de deslocamento e oferecer condições para que o mercado as atenda.
A função do transporte aéreo é atender prioritariamente as necessidades de quem precisa se deslocar rapidamente e/ou por grandes distâncias. Não vou falar aqui sobre outros meios de transporte que atenderiam as mesmas premissas para esse tipo de deslocamento.
Fica claro, que nossos políticos não sabem o que estão fazendo. Desconhecem o básico ou fazem questão de desconhecer.
O resto é fantasia, caminhar por uma estrada que não vai dar em lugar algum ou no máximo trazer de volta ao lugar de origem.

terça-feira, setembro 18, 2007

E agora? F....errou....


Sem dúvida, nada melhor para passar o tempo do que ficar de link em link na web. Melhor que um quebra-cabeças no jigzone esperando o cleck (é cleck mesmo e não click) das peças encaixando ou que tentar pela enésima vez aquele solitário empacado no SolSuíte.
Surpresa para mim apareceu num link traduzido na UOL para o NewYork Times com um artigo intitulado "Os códigos morais estão escritos nos nossos genes?". É óbvio que ao achar extremamente interessante digitei "Jonathan Haidt" no oráculo e tratei de ver se, ao menos, o cara é sério. Depois do alerta do Cardoso, todo cuidado é pouco!
Bom, mas deixando de lado os entretanto e indo aos finalmente: Sempre achei que parte da nossa moralidade estava escrita no código genético senão, como explicar a fidelidade canina ou mesmo a dor da perda em algumas espécies (sim, nem todos ficam indiferentes e acham que a morte é lei da selva). Mas o tal de Jonathan Haidt foi mais além. Ou seja a moralidade do ser humano está incorporada ao nosso código genético e inclui regras de conduta social e, conseqüentemente, políticas! Ele chega ao extremo de fazer uma análise em relação ao pensamento liberal e conservador.
Pronto! Está feita a meleca... . Se de fato for assim, se nós, Brasileiros, não começarmos a aperfeiçoar a nossa conduta moral, corremos o risco de fornecermos ao futuro um espécie intitulada "homus brasiliensis" , reconhecida pela sua impaciência em contraste com a sua profunda tolerância para com a desonestidade e imoralidade. E o caldo, preconizado por Gilberto Freire, não será fruto de virtudes, mas de um profundo egoísmo social onde, não muito diferente de hoje, seremos cada um por si e, ninguém por todos.


quinta-feira, setembro 13, 2007

Toda unanimidade é burra. Será?

Estou de ressaca. Moral. Eu já sabia mas, mesmo assim, foi demais. Senão bastasse o sentimento de indignação generalizado, o Canalha ainda se sentiu no diretio de pisotear. Tentei mudar o ponto de vista. Nada, pois ele ainda continuou Canalha, pois sequer ao menos teve dignidade de enfrentar a suposta inverdade sem se proteger atrás da função. Desde então observo que a ressaca moral é unânime, mas nem mesmo as imprecações do honorável Arnaldo Jabor de hoje, ou a sempre pertinente charge do Maurício Ricardo que ilustra esse post, servirão para apaziguar nosso sentimento de fúria.

Na verdade, ontem a noite ouvindo o Francis Hime me dei conta. Durante a ditadura, bem ou mal, tínhamos, apesar de toda a censura, os menestréis que trasformavam nossa indignação em música como se para apaziguar nossas mentes e corações. Agora me pergunto: Aonde estão eles? Aqueles que outrora cantavam se emudeceram? Se renderam ao silêncio comprado a peso de ouro como paga pelos seus serviços no passado? E os novos menéstreis aonde estão? Ou será que a situação é tão negra assim que o tema os afugenta? Tem medo de correrem o risco de não serem mais convidados a cantar em campanhas miliardárias?

Na verdade não somos um país de tolos como citei no post de alguns dias atrás. Somos um País de Frouxos.


terça-feira, setembro 11, 2007

Para não dizer que não falei de M...

No post do Silvio Meira desta semana ele traz uma idéia sobre o uso dos sistemas de recolhimento de esgoto como forma de viabilizar a inclusão digital em banda larga. Fora a percepção dele, sempre apuradíssima como o ritmo do maracatu, impressiona a imagem que ajuda a ilustrar a idéia.
Fui ver no site de origem, e fiquei estupefato com a dimensão da obra. Mais ainda com o fato de que o primeiro sistema de esgotos no Japão data de 2.200 anos. Já havia acompanhado a construção de sistema semelhantes no Brasil, mas essas mostram um conceito que mexeu com a minha imaginação e deu origem a esse post.
Como disse, já acompanhei sistemas semelhantes no Brasil, em sua maioria bastante modestos, não passando de um monte de canos enterrados que levam o esgoto para... o curso d'água mais próximo. Ou então para estações de tratamento, em sua maioria bastante humildes em tamanho ao contrário dos custos... .
Mas não é isso o que gostaria de falar, embora esteja implícito. Existe no Brasil uma idéia generalizada que os políticos não investem em saneamento porque obra debaixo da terra o eleitor não vê. Na verdade a referência feita pelo Sílvio em relação ao impacto do saneamento na redução dos custos com saúde é uma verdade universal. Mas estamos acostumados a tratar a maioria da nossa população como ignorantes (Isso nós, porque os políticos tratam a todos como imbecis), nos esquecendo que as vezes a simples demonstração de causa e efeito mostra resultados surpreendentes. Raramente após a conclusão de uma obra é feita a divulgação de seus resultados (tudo bem, pois aqui a maioria das obras só traz resultados para os envolvidos), como por exemplo, a redução nos casos de determinadas doenças após a conclusão de um sistema de saneamento.
Verdade seja dita: A nossa memória é mais curta do que parece, pois somos incapazes de ligar os efeitos com as suas causas. Só estamos preocupados com o presente. Não planejamos, porque somos incapazes de analisar (e avaliar) o passado, daí sequer sabermos o que quer dizer essa palavra de fato.
Estamos destinados a ser o eterno gigante adormecido, mas estamos longe de sermos tão grande quanto querem nos fazer crer e mais longe ainda de estarmos adormecidos. Somos coniventes, pois nosso egoísmo nos leva apenas ao final do dia. Nosso passado é apenas estória e não história, pois não aprendemos com nossos acertos e muito menos com os nossos erros.
Infelizmente, tal como as pragas, a nossa extinção é pouco provável pois nos reproduzimos mais rapidamente do que somos aniquilados. Talvez por isso não estejamos preocupados em eliminar a nossa sujeira, muito menos em esconde-la pois, tal como certas pragas, vivemos dela.

segunda-feira, setembro 03, 2007

O Brasil mostrando a sua cara


Um dos primeiros posts do dia no blog Querido leitor. É por isso que há algum tempo adotei a bandeira acima. Baseada em uma ilustração dos cenários do baile de 2007 do fantástico Bloco Anárquico Armorial Siri na Lata de Pernambuco, intitulado Brasil: Um País de Tolos.

Acho que está na hora de fazermos pins, adesivos e bandeirinhas, o que vocês acham?